Apresentação

Como ajudar alguém que sofre com ideias de suicídio?

Segundo a Pordata [1], em 2015 morreram 1127 pessoas por suicídio em Portugal. Embora comparativamente à nossa população de aproximadamente 10 milhões de habitantes, esta informação pareça pouco significativa, podemos colocá-la melhor em perspectiva dizendo que tal número equivale a três pessoas que morrem por dia, por suicídio. Para os leitores mais cépticos, alerto ainda para o facto de que este é um problema que transcende as mortes por suicídio. Por cada suicídio completado, estima-se que existam cerca de 25 pessoas que cometem tentativas e ainda que cerca de 135 pessoas sejam afectadas por essas mortes [2], o que nos mostra que este é um problema de saúde pública com graves implicações para todos nós. Embora estes sejam números sobre os quais devemos reflectir com alguma seriedade, a DGS mostra-nos, contudo, que as mortes por suicídio são na sua maioria potencialmente evitáveis, garantindo que quem sofre, recebe os cuidados de saúde de que necessita em tempo adequado [3]. No entanto, por uma vasta gama de razões é difícil para quem sofre com ideias de suicídio procurar ajuda, pelo que recai a todos nós o dever de estar alerta para o sofrimento alheio e de apoiar todos aqueles que dela necessitarem. Ainda assim, por muito boas intenções que possamos ter, devemos ter especial atenção a como abordamos o assunto, pois sem preparação corremos o risco de aumentar o sofrimento da pessoa que pensa em suicídio. Deixarei em seguida uma síntese de algumas ideias a ter em mente para quando queremos ajudar alguém nesta situação [4]:

Como ajudar alguém nesta situação?

  1. Estar atento a sinais de alerta e encarar qualquer manifestação de comportamento suicida como algo sério, que não deve ser desvalorizado. Nomeadamente, quaisquer mudanças drásticas das rotinas diárias da pessoa (ex. mudanças de hábitos de sono, isolamento constante ou cada vez mais frequente, etc). Para além dos sinais indirectos, a pessoa pode evidenciar sinais mais explícitos, como por exemplo despedir-se dos seus entes queridos como se nunca mais se fossem ver, ou até dizer que deseja morrer (ou nunca ter nascido). É importante perceber que qualquer comportamento suicidário é um pedido de ajuda para escapar a uma dor intolerável, pelo que não deve ser ignorado ou menosprezado, mas antes encarado como uma manifestação de sofrimento perante o qual poderemos ter oportunidade para ajudar.
  2. Comunicar de forma respeitadora e escutar adequadamente a pessoa que sofre. Se estamos perante sinais indirectos, poderemos sinalizar à pessoa a nossa preocupação com o que se passa consigo. Tal pode conseguido recorrendo à empatia, dizendo por exemplo “Olha, tenho reparado que tens estado mais em baixo e ultimamente te tens isolado, está tudo bem contigo?”. Caso não existam sinais de perigo de vida e a pessoa não quiser conversar, devemos respeitar a sua decisão e mostrar-nos disponíveis para conversar com ela quando desejar. Se a pessoa mostrar intenção de conversar connosco acerca da sua situação, é importante que lhe comuniquemos numa postura de respeito e aceitação da sua dor, mostrando-lhe que não deve sentir medo da nossa reacção ou vergonha do seu sofrimento. Assim, devemos focar-nos na escuta da pessoa que sofre e evitar julgá-la, interrompe-la, resolver os seus problemas ou ser paternalistas face ao seu sofrimento.
  3. Abordar a questão do suicídio. O senso comum diz-nos para evitar falar de suicídio devido ao perigo de colocar ideias na mente de quem sofre. Contudo, hoje em dia sabemos que quando falamos adequadamente sobre o assunto, esse risco não existe. Devemos, no entanto, procurar entender o grau de persistência e intensidade que estes pensamentos têm na vida da pessoa, sem que o façamos como se de um interrogatório se tratasse. Por isso devemos procurar fazer principalmente perguntas abertas (ex. “O que é que pensaste quando isso te aconteceu?”) que ajudem a estabelecer uma relação e a explorar melhor as circunstâncias à volta do sofrimento da pessoa, mas também algumas perguntas mais fechadas (ex. “Actualmente pensas, ou já pensaste, em suicídio”) para que possamos perceber se a sua vida se encontra em risco.
  4. Apoiar a pessoa e encorajá-la a procurar ajuda. Como já referi, a pessoa pode ter medo, receio ou vergonha de procurar ajuda por receio de ser rejeitado, humilhado ou ignorado. Por esta razão, é importante que tentemos ajudar a pessoa a procurar uma ajuda especializada a que possa recorrer. Devemos averiguar se a pessoa sabe onde procurar ajuda e, se necessário, oferecer-nos a acompanhá-la aos locais adequados. Embora possamos ter toda a boa vontade do mundo, é importante frisar que o papel de quem ajuda nunca poderá substituir o de um profissional de saúde especializado. Ainda assim, poderemos ter um papel de maior proximidade e atenção para com a pessoa que sofre, visitando-a regularmente ou telefonando para perceber como se encontra e se necessário, ajudá-la.

Considerações finais

            Lamentavelmente, por questões de espaço não pude abordar tudo o que gostaria de transmitir ao leitor. No entanto, quero mostrar-lhe que temos não só o poder de zelar por quem sofre, mas também a responsabilidade de o fazer – pois como vimos no início, o sofrimento que leva ao suicídio não surge – nem desaparece – isoladamente. A melhor forma de o evitar passa por incorporar este espírito de zelo, respeito, aceitação, empatia e preocupação para com a vida humana. Precisamos também de melhor acesso aos cuidados de saúde mental, maior presença de equipas multidisciplinares que possam atender a tempo útil às pessoas que se encontram nesta situação e mais oportunidades para desmistificar este tema, que tanto se tem tornado um tabu na população geral. Na região do Alentejo, decorre neste momento uma campanha de sensibilização para a problemática do suicídio, se desejar saber mais sobre as acções que irão ocorrer durante todo o mês poderá consultar as páginas de Facebook das campanhas de Évora, Beja e Portalegre.

Bibliografia recomendada:

Como ajudar alguém que sofre de ideações suicidas: https://goo.gl/wQeERn – Texto fundamental escrito por Tiago Zortea, Psicólogo do Brasil, que expande algumas das ideias que aqui apresentei. Vale muito a pena ler.

Suicide: What to do when someone is suicidal? https://goo.gl/6DAc5E – Artigo da MayoClinic, muito informativo e com diversos sinais de alerta associados ao comportamento suicidário e o que fazer e não fazer.

 

Referências:

1 – Pordata (2018). Óbitos de residentes em Portugal por algumas causas de morte: quantas pessoas morrem por doença, como cancro, diabetes ou do aparelho circulatório, por acidente ou suicídio? Retirado de: https://www.pordata.pt/Portugal/Óbitos+de+residentes+em+Portugal+por+algumas+causas+de+morte-156-235702

2 –  International Association for Suicide Prevention (2018). World Suicide Prevention Day 2018 Facts and Figures Sheet. Retirado de: https://www.iasp.info/wspd/pdf/2018/2018_wspd_facts_and_figures.pdf

3 – Direcção-Geral da Saúde (2017). Programa Nacional para a Saúde Mental 2017. Retirado de: https://www.dgs.pt/portal-da-estatistica-da-saude/diretorio-de-informacao/diretorio-de-informacao/por-serie-883589-pdf.aspx?v=11736b14-73e6-4b34-a8e8-d22502108547.

4 – Zortea, T. (2018, Setembro 10). Como ajudar alguém que sofre de ideações suicidas? [Blog]. Retirado de: https://www.comportese.com/2016/12/como-ajudar-alguem-que-sofre-de-ideacoes-suicidas

Texto de Rodrigo Pires

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Coaching e Desenvolvimento Pessoal

A vida é o que dá vida!

Ainda estou a tentar decifrar quando é que aceitámos tornar-nos marionetas de uma sociedade que somos nós que construímos.

Quantas vezes temos vontade de fazer alguma coisa e deixamos de a fazer porque a sociedade diz que não é correto ou que não se coaduna com o nosso estilo de vida ou extracto social? Quando é que deixámos de ser seres humanos para nos tornarmos robôs? Às vezes paro para pensar nas coisas que, por vezes, deixo ou vejo a deixarem de ser feitas porque alguém vai achar que não é correto. Será que paramos para pensar o que é que nós achamos?

Tantas e tantas vezes, nadei contra a maré e posso dizer-vos que o resultado foi sempre positivo. Não quero com isto dizer que o desfecho de todas as coisas que fiz contra o que a sociedade pensa tenham tido um “final feliz” ou o melhor dos resultados mas o que é certo, é que todas elas me ensinaram alguma coisa. Será que não é isso a que chamamos de viver?

Eu sou feliz quando sigo o meu coração. Eu sou feliz quando tenho conversas que preenchem, momentos que acrescentam, muitas delas com pessoas de que não estava à espera e foi precisamente quando saí da bolha e da zona de conforto que isso aconteceu.

Sempre fui do tipo de desafiar tudo e todos. Sempre fui mais do género de não ligar, ou pelo menos tentar, não ligar ao que os outros pensam. Hoje, paro muitas vezes para pensar sobre como me sinto com as situações e tento obter as respostas em mim. Elas existem dentro de nós. Só precisamos confiar mais, entregar mais. No final o que fica é aquilo que viveste, que sentiste na pele.

E se pararmos mais vezes para pensar sobre o que nos faz tremer, sobre aquilo que nos coloca o coração a mil à hora, sobre todas as coisas que nos fazem rir até doer a barriga? Sobre aquelas coisas que até te podem fazer sofrer e chorar mas que te vão tornar mais fortes. Que tal se nos colocarmos tão vulneráveis que acabamos por ser naturais? Naturais! Aquilo que devíamos ser a todo o instante. Que importa se no final magoa se o durante foi mágico?

Quero e vivo para momentos. Para o MOMENTO. Aquele que me permite crescer, sentir, cheirar, chorar, cair, levantar e continuar. Preciso disso a correr-me nas veias. Preciso de tudo isso e também de parar e pensar. Como me sinto? O que aprendi? O que levo daqui? Preciso de vida para me dar vida. Preciso de histórias e de pessoas, de momentos e de sorrisos.

Preciso de precisar. Preciso de acreditar que a vida é aquilo que eu fizer dela. O que farias agora se a decisão fosse só tua? Agarra isso e vai. Com ou sem medo, mas vai.

Texto de Marta Ramos do COA

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Coaching e Desenvolvimento Pessoal, Psicologia

A sua melhor versão – Exercício de 5 minutos

Tem por hábito parar para pensar sobre o tipo de pessoa que quer ser ou sobre como quer ser recordado(a)?

Infelizmente, a maioria das pessoas com quem me cruzo no dia-a-dia questionam-se sobre por que motivo não se sentem realizadas nem encontram o seu propósito na vida.

Os típicos exercícios de estabelecimento de objetivos ajudam a perspetivar as coisas que gostaria de conquistar, ter ou comprar no futuro – este que hoje lhe apresento vais mais longe e pode ajudar a compreender que pessoa gostaria de ser.

Demora apenas 5 minutos e as revelações que traz podem mudar a sua vida.

Aqui vamos nós…

1º PASSO – Imagine que está num funeral

Eu sei que pode parecer mórbido, mas quero que feche os olhos e imagine mesmo que está num funeral. Está cheio de pessoas da sua família e dos seus amigos. Toda a gente que você conheceu ao longo da sua vida.

À medida que vai olhando à volta apercebe-se de está no seu próprio funeral. Está a observar a cerimónia e os seus entes queridos estão prestes a dizer umas palavras a seu respeito.

Não estou a propor este desafio para que seja mórbido ou para o(a) fazer sentir-se mal. Estou a propô-lo por uma razão muito importante:

Quero que pare e pense sobre aquilo que as pessoas da sua vida têm a dizer sobre si, sobre a pessoa que é.

Um por um, observe-os a dizer perante toda a gente aquilo que admiravam em si. O que é que o(a) fazia ser especial? Que objetivos e sonhos conseguiu alcançar? De que forma mudou o mundo? De que formas marcou a vida de cada uma dessas pessoas?

O que é que quer que eles digam sobre si?

Tire uns minutos para pensar nisto. Se possível escreva esses pensamentos sobre o que gostaria de ouvir. Agora volte ao momento presente e pense seriamente sobre a forma como gostaria de ser recordado(a).

Agora pergunte-se: Está nesse caminho agora? Está a fazer todas as coisas que precisa para garantir que se torna nessa pessoa para o resto da sua vida?

Se não estiver – Porque não? O que é que precisa de mudar na sua vida para construir a melhor versão de si mesmo(a)?

2º PASSO – Responda a estas perguntas importantes:

Sem uma direção clara na sua vida, torna-se difícil fazer as mudanças que necessita e que gostaria de ver acontecer ou tornar-se na pessoa que sempre sonhou ser.

Então, peço-lhe que pegue em papel e caneta, pense realmente sobre as perguntas que lhe vou colocar e escreva as respostas.

No que diz respeito ao planeamento do seu futuro há algumas coisas que precisa realmente de considerar:

  • Quais eram os seus sonhos e desejos quando era novo(a)?
  • Os seus sonhos mudaram com o tempo, ou só disse a si próprio(a) que não valiam a pena?
  • Em que é que é realmente bom(boa)? O que é que lhe surge e faz com naturalidade e facilidade?
  • O que é que realmente o(a) entusiasma e lhe traz um sentimento de realização?
  • O que é que se iria arrepender de não fazer, ser ou ter na sua vida?

Bem sei que estas são questões desafiantes e de resposta difícil, mas o que aqui se pretende é ajudá-lo(a) a identificar o que é realmente importante para SI na SUA vida, porque quando descobre qual é a sua paixão e o seu propósito, o caminho para ser a pessoa que deseja ser torna-se muito mais simples de percorrer.

3º Passo – Plano & Ação

Para se tornar na pessoa que deseja ser, lembre-se que precisa de um plano e de o colocar em prática.

Em todos os dias desta semana gostaria que parasse um pouco para pensar profundamente sobre as respostas que escreveu e gostaria que todos os dias desenvolvesse pelo menos uma ação que o(a) coloca mais perto de se tornar a pessoa pela qual quer ser recordado(a).

Pode ser tão simples como arranjar tempo para um passatempo ou pode ser tão complexo como finalmente sentar-se para escrever o plano de negócios para aquele projeto que vai mudar vidas.

O importante é que comece a agir de acordo com aquilo que estabeleceu para si, criar movimento e começar a fazer a grande roda da vida girar no sentido certo para si.

Faça este exercício sempre que se sentir a duvidar do seu caminho, sempre que se sentir perdido(a) ou que se sentir confuso(a). Deverá ajudá-lo(a) a reencontrar-se e realinhar-se com a melhor versão de si próprio(a).

 

Texto de Cláudia da Silva Mousinho

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Coaching e Desenvolvimento Pessoal

Vulnerabilidade

A palavra por si só já é algo difícil de dizer.

Se há algo que tenho tentado entender é que a vulnerabilidade não é uma fraqueza. Muito pelo contrário, até acredito que seja um estado de coragem. Quantas vezes deste por ti a esconder aquilo que és, aquilo em que acreditas para que não te coloques num estado em que alguém possa magoar-te por ver aquilo que tu és? Quantas vezes fingiste ser algo que não és só para que continues a acreditar que há coisas das quais não és merecedor(a)?

Todos aqueles que tentam ser melhores têm obrigatoriamente de se confrontar com alguns medos. Medos que foram edificados pela nossa história de vida, por experiências que nos marcaram tanto que quando falamos sobre elas parece que voltamos ao momento e que de repente nos inundam de sentimentos que só queremos esquecer. Até mesmo medos que nos moldaram com exemplos que nos rodearam, porque os sentimos quase como se fossem nossos.

Sair deste estado e perceber que, independentemente daquilo porque passámos ou sentimos, continuamos a merecer o melhor da vida é uma tarefa complicada. Nenhum de nós é um exemplar perfeito de humano, até porque se o fossemos não estaríamos aqui a fazer grande coisa. Aceitar as nossas fraquezas é o primeiro passo para a mudança mas o mais trabalhoso é o que vem a seguir; Colocar isso a correr nas nossas veias. Dizeres baixinho e em segredo que MERECES. O que quer que seja.

Seja amaras-te ou aceitares que há quem possa gostar de ti exatamente por seres quem és, com todas as imperfeições inerentes. Que seja compreenderes que mereces ter tudo aquilo que acreditas que te vai fazer sentir ou ser melhor e que talvez nunca tenhas tido.

Deparo-me com muitas pessoas (eu inclusive) que conseguem dizer coisas tão acertadas e que por vezes a relação com elas mesmas é baseada em pensamentos e conversas interiores que ficaríamos chocados se víssemos alguém tratar assim alguém.

Gostava de te pedir para pensares sobre isto. Como te tens tratado? Quais são os pensamentos que tens sobre ti? O que dizes a ti mesmo que mereces?

Tudo leva o seu tempo a mudar, mas não fará sentido começarmos a ser mais pacientes e gentis connosco?

Como queremos que as coisas que mais desejamos venham até nós se nem mesmo nós acreditamos nelas?

Será que faz sentido ultra protegermo-nos para não cairmos em vez de cairmos para nos transformarmos? Eu acredito que sim.

Quando emanas a energia daquilo em que realmente acreditas, tudo vem até ti.

“É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou.”

 

Texto de Marta Pico do COA

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Palavras e Fotografia

Em ti.

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Despenteia-me as noites e amanhece em mim,

Antes que o sol se erga sobre as ideias,

Antes que dos dias sobre apenas estilhaços do que somos ou quisemos ser… um dia.

E abraça-me, abraça-me muito e não me largues.

Já que dos teus braços nasce o prazer que envolve os meus dias de ternura.

Já que é nesse aperto que me afagas os dias… a vida.

Não me largues, e eu serei eu…

Em cada anoitecer,

Inventando-me com raios de sol. Contigo. Em ti.

 

Texto de Joana Almeida

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Psicologia

Sobre o stress e as suas consequências.

Olá caro leitor, espero que este verão esteja a ser do seu agrado. Dado que já entrámos no período em que muitos milhares de portugueses tiram o seu tempo de descanso para recuperar das pressões do seu dia-a-dia, decidi escrever um pouco sobre este assunto que tantas vezes ouvimos (corriqueiramente) falar. O termo “stress” é hoje em dia um vocábulo típico da nossa língua, é fácil ouvi-lo ou invocá-lo ao mínimo indício de situações de pressão. A psicologia e as restantes ciências da saúde têm vindo a alertar para os seus efeitos adversos, em situações prolongadas, e hoje em dia não escasseiam as opções com vista à sua eliminação. Mas pergunto-lhe então: O que é o stress? Será um estado emocional? Ou uma reacção física que temos a determinadas situações que exigem mais de nós? Serão todas as reacções de stress iguais? Serão também todas nocivas? Vejamos então:

Que coisa é essa a que chamamos “Stress”?

Embora inicialmente o Stress tenha sido visto como puramente biológico, a psicologia avançou o seu estudo mostrando que – dado que não é um fenómeno comum e igual em todas as pessoas – existem diferenças psicológicas que são importantes a ter em conta. Hoje em dia sabemos que, grosso modo, o stress surge quando uma situação é vista como demasiado exigente face aos recursos (internos ou externos) que temos para lidar com ela. Se o leitor se está a questionar “E como se expressa ele?” podemos dizer que através dos nossos pensamentos (Ex. “Estou sempre a fazer tudo mal”, “Vou ser prejudicado com isto”, entre outros), Comportamentos (poderemos ficar mais agitados, tender a discutir mais e a descarregar em terceiros), Emoções (Raiva, medo, ansiedade, angústia, irritação) ou nas nossas reacções corporais (Aumento da transpiração, sensação de falta de ar, dores e tensão muscular constante, por exemplo). Por motivos de espaço, dado que não me poderei alargar, concluo com uma ideia que quero partilhar com o leitor: Em situações prolongadas e com intensidade constante, a exposição ao stress predispõe-nos a desenvolver um vastíssimo conjunto de doenças físicas e mentais, compromete a qualidade de vida e faz-nos envelhecer mais cedo. Por essa razão, se queremos zelar pela nossa saúde, olhar para esta questão pode ser importante. Abaixo seguem algumas indicações:

Algumas recomendações

  1. Pare por um instante e reflicta: O que é mais comum em si em situações exigentes?

Como pudemos ver, as reacções de stress que cada um apresenta são relativamente diferentes de pessoa para pessoa. Por essa razão não  há um perfil típico que seja aplicável a todos nós, mas sim um conjunto de reacções que podem estar mais ou menos presentes conforme a pessoa.

  1. Esteja atento aos sinais que o corpo e a mente lhe dão.

Pessoalmente, o meu primeiro indicador de uma situação potencialmente stressante é o súbito arrefecimento das minhas mãos – mas este sinal esteve durante bastante tempo fora da minha capacidade de reconhecer os sinais. Pense no seu organismo como um termómetro: Podem existir reacções mais insignificantes que lhe sinalizam que está a ficar sob pressão e perante exposição prolongada poderá começar a notar outras manifestações mais acentuadas. O primeiro passo para que possamos olhar por nós passa por saber quais são os nossos sinais de stress e conseguir nota-los à medida que surgem.

  1. Que soluções o revigoram?

O que resulta para si? Descansar? Falar com alguém sobre as situações mais difíceis? Fazer algo de forma diferente? Parar por um instante e dedicar-se àquela coisa que adora fazer? É importante perceber quais são as actividades que nos fazem sentir recompensados e reestabelecidos, pois elas podem servir como uma maneira de recuperar do desgaste que as situações mais difíceis nos podem trazer. Poderá ser útil ao leitor criar uma lista de opções para “recarregar baterias” –  é no entanto importante que lhes dedique algum tempo e atenção regulares, pois recorrer a elas apenas esporadicamente poderá não ser suficiente para o ajudar.

  1. A situação é recorrente? Se sim, considere em procurar um profissional especializado.

Como referi há pouco, se existem circunstâncias na sua vida que estão a interferir significativamente com o seu bem-estar e a que leitor sente que está sistematicamente a retornar, poderá ser um sinal de que é necessário analisar a situação com a ajuda de um especialista. Um psicólogo poderá ser uma ajuda preciosa para o ajudar a voltar a sentir-se de novo restabelecido e com uma sensação de bem-estar continuamente renovada. Saiba também que nos dias de hoje sabemos que esse tipo de assistência profissional não necessita de ser muito prolongado para lhe trazer benefícios, pelo que poderá negociar com o profissional a que recorrer um tempo que lhe pareça sensato para dar resposta à situação que o levou a recorrer a uma ajuda especializada.

Vá de férias sem stresses

Se se identifica com algumas das coisas que aqui partilhei, caro leitor, poderá esta ser uma oportunidade para reflectir sobre a atenção que está a dedicar ao seu estado de saúde e bem-estar. Caso conheça alguém nesta situação, sinta-se à vontade para partilhar o texto ou fazer algumas das recomendações que aqui deixei. Esta é uma questão de saúde pública e como tal será tanto mais útil quanto maior número de pessoas alcance. Quero no entanto fazer uma última ressalva: nem todo o stress é necessariamente mau para o nosso organismo. Em algumas situações ajuda-nos a funcionar mais eficazmente, contudo, devemos estar atentos ao momento em que este deixa de nos ajudar e nos passa a encostar à parede – fazendo-nos ter maiores dificuldades em funcionar no dia-a-dia ou levando a que a nossa saúde física e mental possa ficar comprometida. Se já foi de férias, espero que se sinta como novo neste momento, caso ainda não tenha ido, desejo-lhe que seja um momento verdadeiramente reparador para si.

 

Bibliografia:

Lazarus, R. S., & Folkman, S. (1984). Stress, appraisal, and coping. Nova Iorque: Springer

Pires, R, M, B. (2018) Avaliação Da Eficácia De Um Programa De Intervenção Para A Gestão Do Stresse Em Enfermeiros De Cuidados Continuados (Dissertação de Mestrado). Retirado de: http://dspace.uevora.pt/rdpc/handle/10174/23170

 

Texto de Rodrigo Pires

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rodrigopiresuevora@hotmail.com

Palavras e Fotografia

As Raízes da Saudade – VII (Parte I)

Eu tinha 6 anos.

Estava um dia de sol e de calor e íamos dar uma das nossas voltas pelo bairro. Saíamos de casa de mãos dadas, tu com o teu boné na cabeça e eu com o meu, que levava sempre muito contrariada. Subíamos a rua e eu observada os cães dos vizinhos que latiam à nossa passagem. Lembro-me de pensar que nos estavam a dizer olá, e sorria enquanto lhe acenava com a minha mãozinha pequenina. Enquanto subia a rua, sentia os raios de sol tocarem-me a pele das costas que espreitava por entre as alças do meu top branco, ouvia as cães a latir e os pássaros. Ao cimo da rua virávamos à esquerda e seguíamos caminho. Olhei para o chão e estava uma cobra a passar à nossa frente.

– Avô! Uma cobra! – dizia assustada ao mesmo tempo que te agarrava a mão com mais força.

– Não faz mal. Ela tem mais medo de ti do que tu dela! – disseste tu com um sorriso.

Com uma enorme rapidez tiravas o boné, pegavas na cobra e atirava-la para o mato. Eu admirava a tua coragem. Uma vez vimos uma tão grande que me agarrei ao teu braço. Tu repetiste o gesto de sempre e disseste:

-Anda cá ver! Não tenhas medo.

Eu aproximei-me devagar. Tinhas a cobra nas mãos como que morta. Quis tocar para saber o que se sentia. Lembro-me que parecia escorregadia e era fria! Tirei a mão muito depressa pela estranheza daquela sensação. Tu rias. Aquele sorriso ternurento que sempre te conheci.

– Vês, não te faz mal nenhum. As cobras aqui não são venenosas e têm mais medo das pessoas do que as pessoas deviam ter delas. E para além disso são óptimas para apanhar os ratos. – disseste enquanto me olhavas nos olhos, transmitindo uma segurança que nunca senti nos olhos de mais ninguém.

Atiraste-a para o mato, deste-me a mão e continuámos o nosso passeio. Talvez por isso ainda hoje adore cobras.

Lembro-me de pararmos sempre para cumprimentar os vizinhos. Não havia quem não te conhecesse.”Olhó ti Jaime” diziam eles com um sorriso enquanto estendiam a mão. “Estás uma mulherzinha”, diziam quando me viam ao teu lado. Eu encolhia-me ao lado da tua perna na esperança de passar despercebida.

Gostava daqueles passeios contigo. Gostava de ser criança naquele momento. Perguntava-te pelas pessoas, quem eram, o que faziam e em qual das casas é que viviam. Dizias-me os nomes e os graus de parentesco de quem vivia em cada casa por onde passávamos e eu criava histórias de encantar na minha imaginação. Conhecias toda a gente e toda a gente gostava de ti.

Ali, de mão dada contigo, ou simplesmente a caminhar ao teu lado, sentia que ninguém me podia fazer mal porque tu nunca ias deixar. Ali criava histórias de encantar e contos de fadas. Ali aprendia coisas sobre a vida, sobre o amor e sobre a amizade. Aprendia sobre paciência, resiliência e simpatia. Ali era feliz.

Os anos passaram e os passeios foram deixando de acontecer. Hoje faço longos passeios contigo nas minhas memórias,choro e sorrio ao mesmo tempo,pela saudade e por ter tido a oportunidade de viver todos estes momentos contigo!

Quando preciso de encontrar o meu centro saio de casa e vou dar esse mesmo passeio. As pessoas já não são as mesmas, já não param para cumprimentar e já não lhes sei os nomes nem os graus de parentesco, os cheiros mudaram muito, mas continuo a ouvir o latir dos cães à minha passagem e o chilrear dos passarinhos e de vez em quando até aparecem cobras.

Nesses momentos caminho sozinha, mas é como se ali estivesses ao meu lado. De novo a ensinar-me sobre a paciência, sobre a calma e sobre o que é realmente importante na vida. De novo a fazer-me sentir que vai tudo correr bem e que tanto as cobras, como algumas pessoas “elas têm mais medo de mim do que eu delas”.

 

Texto de Cláudia da Silva Mousinho

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Desporto

Cuidados a considerar quando treinamos com calor.

Com o Verão a aproximar-se e as temperaturas a subir rapidamente, consideramos de extrema importância perceber um pouco as condicionantes relativas à prática de atividade física neste tipo de ambiente.

Começando pelo princípio vamos perceber como é regulada a nossa temperatura corporal.

No contexto da atividade física e de forma sucinta, os movimentos efetuados e as contrações musculares que deles fazem parte, produzem aquilo a que chamamos de calor metabólico. Este tipo de calor tem origem nos músculos e é transferido para o centro do corpo através da circulação sanguínea.

Em condições de saúde normais e com um aumento de atividade muscular e temperatura corporal, o nosso organismo reage na tentativa de a reequilibrar, aumentando a circulação sanguínea periférica e a secreção de suor (entre outras reações) para que o calor possa ser dissipado para o exterior do corpo através da evaporação. Pelo facto de parte desta regulação ser efetuada através da circulação sanguínea, é bastante importante termos um sistema cardiovascular saudável, existindo por isso uma correlação entre a prática regular de atividade física e uma eficaz regulação térmica corporal.

Existem diversas outras variáveis que influenciam a temperatura corporal, como a temperatura ambiente, humidade, movimentação de ar, radiação e até a roupa que vestimos. É importante ter em consideração todos estes fatores, aliados à hidratação, quando praticamos exercício físico, já que quando a quantidade de calor metabólico excede a perda de calor, podemos desenvolver hipertermia.

Para aqueles que têm tendência para suar bastante, recomendamos especial atenção à hidratação, já que o suor que escorre pelo corpo e que é absorvido pela roupa não apresenta qualquer benefício no que diz respeito ao arrefecimento corporal. Pelo contrário, quando o suor escorre em vez de evaporar será necessário despender uma maior quantidade de água para obter um arrefecimento adequado. Claro que a quantidade de suor difere consoante o indivíduo. Exercitar desidratado aumenta a tensão fisiológica e pode conduzir a diversos problemas de saúde.

Assim sendo, recomendamos especial atenção à hidratação, intensidade de exercício, roupa e condições atmosféricas, reforçando que uma boa capacidade aeróbica pode alterar (para melhor) a taxa de suor e regularizar a quantidade de fluidos necessários para a prática de exercício físico.

E como podemos saber se estamos bem hidratados?

Para além da obvia sensação de sede, devemos prestar atenção ao nosso peso (se perdemos peso sem razão aparente) e à cor da nossa urina. Urina com uma cor pálida indica hidratação adequada, enquanto que uma cor amarela escura ou castanha indicam um maior grau de desidratação.

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Fonte: ACSM’s Guidelines for Exercise Testing and Prescription, 10th edition.

Na presente figura, “W” representa Peso, “T” representa Sede e “U” representa Urina. Se nos apercebermos das alterações anteriormente referidas em dois destes pontos, a desidratação é provável. Caso surja uma alteração em todos, é muito provável que estejamos desidratados.

A prática de atividade física continua a ser benéfica e indispensável para a nossa saúde e bem-estar, mesmo com a presença de temperaturas elevadas. Desde que tomadas as devidas precauções.

Deixamos algumas perguntas que vos irão permitir realizar exercício físico em segurança durante o verão. Funcionam da seguinte forma, caso respondam negativamente a alguma delas imediatamente antes de iniciarem os vossos treinos, devem repensar e corrigir o que estão prestes a fazer.

  • Pensei em algum plano para evitar desidratação e hipertermia?
  • Adaptei-me a treinar com calor, gradualmente, começando com duração e intensidade baixas e aumentando ao longo de pelo menos 10 dias?
  • Limito os treinos mais intensos às horas mais frescas do dia?
  • Evito períodos longos de aquecimento em dias quentes e húmidos?
  • Quando treino no exterior, sei onde estão disponíveis fluidos ou levo uma garrafa de água comigo?
  • Conheço a minha taxa de suor e sei a quantidade de água que devo ingerir?
  • Esta manhã o meu peso estava dentro do normal?
  • O meu volume de urina é abundante?
  • A cor da minha urina é amarela clara?
  • Quando o calor e humidade se encontram elevados, reduzo as minhas expetativas em relação ao treino, assim como a intensidade e duração do mesmo?
  • Utilizo roupa adequada à prática desportiva nestas condições?
  • Conheço os sintomas de uma insolação, síncope e cãibras por calor?
  • Faço exercício acompanhado/a e vou dando feedback relativo à aparência física?
  • Consumo uma quantidade adequada de sal na minha dieta?
  • Evito ou reduzo o exercício físico com calor, caso tenha sintomas de doença, má disposição, febre, privação de sono, tenha depleção de hidratos de carbono, consumido álcool ou drogas?

Parece muita coisa, mas rapidamente se transforma num processo automático que poderá fazer a diferença e possibilitar que continuemos a nossa caminhada rumo a uma saúde e vida plenas 😉

Até à próxima publicação! E não se esqueçam do protetor solar! 😉

 

Texto de Cláudio Mousinho

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Coaching e Desenvolvimento Pessoal

“A única forma de te encontrares é perderes-te primeiro.”

Quando comecei o meu processo de desenvolvimento estava longe de pensar que ia fazer-me tão bem ou que ia transformar-me tanto. Quando decidi que queria fazer mais por mim nem estava bem consciente das mudanças maravilhosas que viriam com isso. A frase que dá título a este meu primeiro texto sempre me marcou muito e hoje em dia entendo-a ainda melhor.

No início é duro. Não posso iludir-vos. Mas temos de perceber que a mudança implica remexer em algumas feridas. Implica reaprender, reanalisar, resignificar, “re-re-re” muita coisa. Muitas delas já nem nos lembramos que estão dentro de nós.

O que mais aprendi foi que ter um muro à nossa frente, não traz nada de positivo. Mas acreditamos tanto que com ele nos protegemos de tudo o que existe de mau que ele acaba por ficar cada vez maior.

Agora gostava de te perguntar…desde quando é que é agradável esconder o quanto de bom existe em nós só porque nos podemos eventualmente magoar? As emoções são o que dá alento e cor à vida. Não interessa se são “boas” ou “menos boas”, interessa que mudes o teu olhar sobre elas. Uma vez que o faças, entendes que aquelas menos boas te ensinam muito. Entendes que sem elas nem desfrutas das boas, porque já não tens termo de comparação.

Deixa que o mundo te surpreenda, deixa que a vida te vá levando. E deixares-te levar, não é ficares parado no tempo. É viveres uma vida da qual tiras o melhor proveito. É descobrires-te a cada momento. É acreditares e confiares que aconteça o que acontecer, vais conseguir sempre ver os ensinamentos que podes tirar de tudo o que te acontece.

Não sou demasiado optimista! Sou é demasiado apaixonada pela vida. Vida que me foi concedida para que tire dela e do que me rodeia, o melhor que existe. Estou longe de saber tudo e, no entanto, cada vez mais perto de me encontrar. Quando te valorizas, quando te conheces, descobres qual é o teu propósito. Compreendes que todos temos algo a acrescentar e que (auto)-conhecimento não tem fim. E que bom!

Disse-me uma vez uma pessoa muito sábia que tinha de fazer dos meus buracos um trampolim. Que posso cair, na certeza que voltarei mais forte. Que ter emoções e vivê-las faz parte, vejam bem! Acreditei e confiei de tal forma que hoje sei que o meu propósito é ajudar pessoas a entenderem o mesmo. Aceitar que podes ser o que quiseres é no mínimo assustador, eu sei! Porque aí a responsabilidade aumenta. Aí vais ter mesmo que andar para a frente e sair da zona confortável, de te vitimizares e culpares o mundo por algo que é TUA responsabilidade – seres a tua melhor versão.

Sempre foi mais fácil fazer conversa fiada, reclamar da vida e colocar as culpas em alguém. Sei tão bem! Já lá estive e nesse campo, acreditem, era uma expert. Hoje em dia comprometo-me a responsabilizar-me 100% pela minha vida. Sem desculpas nem muros.

Viver é uma bênção e quero ser um orgulho para mim. Quero partilhar aquilo que sou e quero aprender mais e mais. Cada pessoa que se cruza no meu caminho não aparece por acaso. Por isso mantenho-me alerta para o que posso aprender em cada situação.

Espero que a cada dia te descubras um pouco mais, te apaixones um pouco mais, abraces e sorrias um pouco mais. Apaixona-te pela vida todos os dias e diz-lhe tantas e quantas vezes forem necessárias o quanto és apaixonado por ela. Porque querendo ou não, a vida é como os votos de casamento, para o bem e para o mal. E com o bem (quase) todos sabemos lidar.

Texto de Marta Pico do COA

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Palavras e Fotografia

Aquela Casa

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Adormece-me a alma devagar, que o dia de hoje se prolonga pelas noites que já não durmo.

Adormece-me sempre que houver demora na recolha que fazemos pelas horas.

Sempre que o amor se espalhe pelos dias, como aquela luz que entrava pelas brechas dos estores da casa velha.

Tenho saudades daquela casa, sabes? Quando o mundo se resumia a nós e tudo o que existia para além disso era apenas pó… montes e montes de pó.

 

Texto de Joana Almeida

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