Coaching e Desenvolvimento Pessoal

A vida é o que dá vida!

Ainda estou a tentar decifrar quando é que aceitámos tornar-nos marionetas de uma sociedade que somos nós que construímos.

Quantas vezes temos vontade de fazer alguma coisa e deixamos de a fazer porque a sociedade diz que não é correto ou que não se coaduna com o nosso estilo de vida ou extracto social? Quando é que deixámos de ser seres humanos para nos tornarmos robôs? Às vezes paro para pensar nas coisas que, por vezes, deixo ou vejo a deixarem de ser feitas porque alguém vai achar que não é correto. Será que paramos para pensar o que é que nós achamos?

Tantas e tantas vezes, nadei contra a maré e posso dizer-vos que o resultado foi sempre positivo. Não quero com isto dizer que o desfecho de todas as coisas que fiz contra o que a sociedade pensa tenham tido um “final feliz” ou o melhor dos resultados mas o que é certo, é que todas elas me ensinaram alguma coisa. Será que não é isso a que chamamos de viver?

Eu sou feliz quando sigo o meu coração. Eu sou feliz quando tenho conversas que preenchem, momentos que acrescentam, muitas delas com pessoas de que não estava à espera e foi precisamente quando saí da bolha e da zona de conforto que isso aconteceu.

Sempre fui do tipo de desafiar tudo e todos. Sempre fui mais do género de não ligar, ou pelo menos tentar, não ligar ao que os outros pensam. Hoje, paro muitas vezes para pensar sobre como me sinto com as situações e tento obter as respostas em mim. Elas existem dentro de nós. Só precisamos confiar mais, entregar mais. No final o que fica é aquilo que viveste, que sentiste na pele.

E se pararmos mais vezes para pensar sobre o que nos faz tremer, sobre aquilo que nos coloca o coração a mil à hora, sobre todas as coisas que nos fazem rir até doer a barriga? Sobre aquelas coisas que até te podem fazer sofrer e chorar mas que te vão tornar mais fortes. Que tal se nos colocarmos tão vulneráveis que acabamos por ser naturais? Naturais! Aquilo que devíamos ser a todo o instante. Que importa se no final magoa se o durante foi mágico?

Quero e vivo para momentos. Para o MOMENTO. Aquele que me permite crescer, sentir, cheirar, chorar, cair, levantar e continuar. Preciso disso a correr-me nas veias. Preciso de tudo isso e também de parar e pensar. Como me sinto? O que aprendi? O que levo daqui? Preciso de vida para me dar vida. Preciso de histórias e de pessoas, de momentos e de sorrisos.

Preciso de precisar. Preciso de acreditar que a vida é aquilo que eu fizer dela. O que farias agora se a decisão fosse só tua? Agarra isso e vai. Com ou sem medo, mas vai.

Texto de Marta Ramos do COA

25395873_2055312601418769_3900300024773965336_n

 

 

https://www.facebook.com/COA.MOVEMENT/

 

https://www.instagram.com/coa.movement/

Coaching e Desenvolvimento Pessoal

Vulnerabilidade

A palavra por si só já é algo difícil de dizer.

Se há algo que tenho tentado entender é que a vulnerabilidade não é uma fraqueza. Muito pelo contrário, até acredito que seja um estado de coragem. Quantas vezes deste por ti a esconder aquilo que és, aquilo em que acreditas para que não te coloques num estado em que alguém possa magoar-te por ver aquilo que tu és? Quantas vezes fingiste ser algo que não és só para que continues a acreditar que há coisas das quais não és merecedor(a)?

Todos aqueles que tentam ser melhores têm obrigatoriamente de se confrontar com alguns medos. Medos que foram edificados pela nossa história de vida, por experiências que nos marcaram tanto que quando falamos sobre elas parece que voltamos ao momento e que de repente nos inundam de sentimentos que só queremos esquecer. Até mesmo medos que nos moldaram com exemplos que nos rodearam, porque os sentimos quase como se fossem nossos.

Sair deste estado e perceber que, independentemente daquilo porque passámos ou sentimos, continuamos a merecer o melhor da vida é uma tarefa complicada. Nenhum de nós é um exemplar perfeito de humano, até porque se o fossemos não estaríamos aqui a fazer grande coisa. Aceitar as nossas fraquezas é o primeiro passo para a mudança mas o mais trabalhoso é o que vem a seguir; Colocar isso a correr nas nossas veias. Dizeres baixinho e em segredo que MERECES. O que quer que seja.

Seja amaras-te ou aceitares que há quem possa gostar de ti exatamente por seres quem és, com todas as imperfeições inerentes. Que seja compreenderes que mereces ter tudo aquilo que acreditas que te vai fazer sentir ou ser melhor e que talvez nunca tenhas tido.

Deparo-me com muitas pessoas (eu inclusive) que conseguem dizer coisas tão acertadas e que por vezes a relação com elas mesmas é baseada em pensamentos e conversas interiores que ficaríamos chocados se víssemos alguém tratar assim alguém.

Gostava de te pedir para pensares sobre isto. Como te tens tratado? Quais são os pensamentos que tens sobre ti? O que dizes a ti mesmo que mereces?

Tudo leva o seu tempo a mudar, mas não fará sentido começarmos a ser mais pacientes e gentis connosco?

Como queremos que as coisas que mais desejamos venham até nós se nem mesmo nós acreditamos nelas?

Será que faz sentido ultra protegermo-nos para não cairmos em vez de cairmos para nos transformarmos? Eu acredito que sim.

Quando emanas a energia daquilo em que realmente acreditas, tudo vem até ti.

“É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. E deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou.”

 

Texto de Marta Pico do COA

25395873_2055312601418769_3900300024773965336_n

 

 

https://www.facebook.com/COA.MOVEMENT/

 

https://www.instagram.com/coa.movement/

Coaching e Desenvolvimento Pessoal

“A única forma de te encontrares é perderes-te primeiro.”

Quando comecei o meu processo de desenvolvimento estava longe de pensar que ia fazer-me tão bem ou que ia transformar-me tanto. Quando decidi que queria fazer mais por mim nem estava bem consciente das mudanças maravilhosas que viriam com isso. A frase que dá título a este meu primeiro texto sempre me marcou muito e hoje em dia entendo-a ainda melhor.

No início é duro. Não posso iludir-vos. Mas temos de perceber que a mudança implica remexer em algumas feridas. Implica reaprender, reanalisar, resignificar, “re-re-re” muita coisa. Muitas delas já nem nos lembramos que estão dentro de nós.

O que mais aprendi foi que ter um muro à nossa frente, não traz nada de positivo. Mas acreditamos tanto que com ele nos protegemos de tudo o que existe de mau que ele acaba por ficar cada vez maior.

Agora gostava de te perguntar…desde quando é que é agradável esconder o quanto de bom existe em nós só porque nos podemos eventualmente magoar? As emoções são o que dá alento e cor à vida. Não interessa se são “boas” ou “menos boas”, interessa que mudes o teu olhar sobre elas. Uma vez que o faças, entendes que aquelas menos boas te ensinam muito. Entendes que sem elas nem desfrutas das boas, porque já não tens termo de comparação.

Deixa que o mundo te surpreenda, deixa que a vida te vá levando. E deixares-te levar, não é ficares parado no tempo. É viveres uma vida da qual tiras o melhor proveito. É descobrires-te a cada momento. É acreditares e confiares que aconteça o que acontecer, vais conseguir sempre ver os ensinamentos que podes tirar de tudo o que te acontece.

Não sou demasiado optimista! Sou é demasiado apaixonada pela vida. Vida que me foi concedida para que tire dela e do que me rodeia, o melhor que existe. Estou longe de saber tudo e, no entanto, cada vez mais perto de me encontrar. Quando te valorizas, quando te conheces, descobres qual é o teu propósito. Compreendes que todos temos algo a acrescentar e que (auto)-conhecimento não tem fim. E que bom!

Disse-me uma vez uma pessoa muito sábia que tinha de fazer dos meus buracos um trampolim. Que posso cair, na certeza que voltarei mais forte. Que ter emoções e vivê-las faz parte, vejam bem! Acreditei e confiei de tal forma que hoje sei que o meu propósito é ajudar pessoas a entenderem o mesmo. Aceitar que podes ser o que quiseres é no mínimo assustador, eu sei! Porque aí a responsabilidade aumenta. Aí vais ter mesmo que andar para a frente e sair da zona confortável, de te vitimizares e culpares o mundo por algo que é TUA responsabilidade – seres a tua melhor versão.

Sempre foi mais fácil fazer conversa fiada, reclamar da vida e colocar as culpas em alguém. Sei tão bem! Já lá estive e nesse campo, acreditem, era uma expert. Hoje em dia comprometo-me a responsabilizar-me 100% pela minha vida. Sem desculpas nem muros.

Viver é uma bênção e quero ser um orgulho para mim. Quero partilhar aquilo que sou e quero aprender mais e mais. Cada pessoa que se cruza no meu caminho não aparece por acaso. Por isso mantenho-me alerta para o que posso aprender em cada situação.

Espero que a cada dia te descubras um pouco mais, te apaixones um pouco mais, abraces e sorrias um pouco mais. Apaixona-te pela vida todos os dias e diz-lhe tantas e quantas vezes forem necessárias o quanto és apaixonado por ela. Porque querendo ou não, a vida é como os votos de casamento, para o bem e para o mal. E com o bem (quase) todos sabemos lidar.

Texto de Marta Pico do COA

25395873_2055312601418769_3900300024773965336_n

 

 

https://www.facebook.com/COA.MOVEMENT/

https://www.instagram.com/coa.movement/

 

Psicologia

O sabor dos (loucos) vinte de hoje.

Lembraste quando eras adolescente e sentias que não eras carne nem peixe, mas estavas à beira de ser servido/a numa bandeja anyway? Pois é. Bem-vindo aos teus vinte e tais, onde a única coisa que muda é que tens (na maioria dos casos) uma identidade profissional parcialmente delineada. O que não quer dizer que não a questiones todos os dias e não acabes, até, por ingressar noutro trajeto completamente diferente.

Aos vinte e tais começas, também, a renovar o teu guarda-roupa. Os vestidos de festa aumentam e o teu roupeiro torna-se mais apelativo, digno de uma verdadeira socialite. São vestidos que só vestes uma vez, mas com os quais vais andar de “peito inchado” a tirar fotos que te vão garantir uma boa centena de likes no instagram. E porque é que os vestidos de festa aumentam? Porque (aí vem a grande diferença) as tuas amigas começam a casar! Deparas-te com o calendário de Junho a Setembro cheio e dás por ti a esperar que a onda casamenteira tenha uma interrupção de um aninho ou dois porque a tua carteira precisa de engordar novamente até ao próximo presente.

Nos teus vintes quase intas também começas a ter mais contacto com bebés. Seres dos quais há muito que não ouvias falar mas que, num ápice, voltam a estar no centro das dinâmicas das tuas amizades. As tuas amigas dividem-se entre as que se tornam tias e invadem o teu facebook com páginas de artigos de bebé e convites para concertos da patrulha pata, e aquelas que se tornam mães e te começam a desejar os parabéns terminando com um orgulhoso e maduro “são os votos da família Santos-Silva”. E até te sentes mais crescidinha quando deixas de ser cumprimentada com um “que saudades minha atrasada” e passas a ouvir e a viver um “diz olá à tia Pipa”. Confesso que os gugudádás não são conversas menos cognitivamente estimulantes que os “ele mandou-me uma mensagem para o face. O que faço?”. Na verdade, começas a sentir-te bem por alastrares os teus laços familiares e te deixares ser tia da criançada.

Começas a dar por ti a pensar numa lista de nomes infindáveis para menino e menina. (sim, vais dar por ti a divagar neste assunto!). E eis quando acabas por ter um cão chamado Bernardo ou uma gata chamada Clarinha.

Aos vinte e tais, vais sentir que não terminaste nem começaste nada e vais-te dar conta que os teus amigos estão a começar uma família enquanto tu ainda andas a estorvar a tua, ou porque lhes deixas o cão ao fim de semana ou porque continuas a pedinchar tupperwares. Vais sentir uma certa ansiedade relativamente ao futuro (não, não te tornas mais saudável ao nível mental, pelo menos até à entrada nos intas). De um lado tens ainda alguns resquícios da vida universitária e as party people. E olhas para essas pessoas já com uma certa distância … já não tens fígado nem estomago para tanta festa regada a tudo menos água. As séries passam a estar novamente no centro dos teus serões (já não recorres às séries só para procrastinar no estudo para uma frequência daquela cadeira que achas insuportável). Do outro lado, tens os teus amigos a enveredar numa nova aventura, a do casamento e dos filhos. E sentes-te ainda tão distante dessa realidade. Estás num impasse … vais começar a sentir-te um tanto ao quanto desintegrada. Tão welcome my dead adolescent me. Vais querer viver intensamente, mas substituis o capítulo 8 e a praxis por um bilhete de avião para Praga.

Nos teus vintes vais viajar muito. Vais-te viciar em viagens e vais começar a pensar que é isso que queres fazer para sempre. Embora também acabes por compreender que isso requer fundos e que os fundos requerem que vás aceitando estagiar ao abrigo de uns 500€ ao mês (que até te vão parecer muito, até começares a chegar ao segundo dia após o dia de S. Receber com apenas 10€ na conta).

Resumindo, sim! É tão difícil sair da casa dos vintes como foi entrar.

O meu conselho para ti: tudo tem o seu tempo. Este é o tempo de ser sem ser. O que traz uma boa novidade para ti. Podes continuar a descobrir-te por mais um bocadinho. A psicologia do desenvolvimento permite-te isso ao chamar-te Adulto (a) Emergente. Vive, controla essa ansiedade. Dizem, por aí, que os intas são diferentes!

 

Texto de Filipa da Piedade Rosado

22140683_10212798585433181_1025985687_o

 

 

 

filipa.p.rosado@gmail.com

Pais e Filhos

A parentalidade consciente e a promoção da autonomia.

Recorda-se de termos falado sobre parentalidade consciente? Pois o que nos traz hoje aqui é uma das componentes da parentalidade consciente – A Promoção de Autonomia.

Como pais, sentirão muitas vezes vontade e necessidade de protegerem os vossos filhos de quase tudo. Evitar que chorem, que sofram, que se magoem ou que cometam erros. É natural, são pais! No entanto, no que toca a promoção da autonomia, muitas vezes é necessário que pais saibam dar dois ou três passos atrás e deixem os filhos tropeçar, cair e esfolar os joelhos, simbolicamente falando.

Dos mais pequenos aos mais crescidos, todos eles trazem desafios para os pais que por tudo os querem manter protegidos da realidade da vida e da dureza da mesma. Mas lembre-se, nem tanto nem tão pouco. Os filhos precisam de pais atentos, contentores mas também de pais que lhes transmitam confiança ao deixá-los voar. Precisam de pais que lhes dêem as asas e os ensinem a voar, não de pais que lhes impõem um percurso de pés assentes no chão, sem liberdade nem sonhos. Esperam-se pais rede e não pais algema.

Com os desafios constantes, o aperto no peito e as ansiedades de verem os pequenos partir para a vida, às vezes, sem se darem conta, o pais acabam por tomar as suas dores, impedir as suas quedas e com isto limitarem a sua autonomia, autoestima e confiança de que serão capazes de enfrentar o mundo com tranquilidade, confiança e competência.

Hoje, deixo-vos algumas das coisas que os pais devem ter em conta, quando acompanham os filhos nesta viagem maravilhosa que é a vida:

  1. Não fale por eles: Quando alguém, na rua, parar para perguntar o nome do seu filho, se ele já souber falar encoraje-o a responder. Dar ao seu filho a capacidade de responder e falar por si mesmo, permite o desenvolvimento da independência e confiança;
  2. Não tente ser o melhor amigo dos seus filhos: Numa tentativa de conquistar a sua admiração ou confiança, muitos pais tentam ser os melhores amigos dos filhos. Um amigo é alguém com quem pode falar de igual para igual, alguém a quem pode contar os seus problemas, as suas preocupações e as suas conquistas. A amizade implica que não exista ninguém numa posição superior na hierarquia. Os pais têm um papel diferente. É suposto que tomem conta dos filhos, os protejam (nos limites razoáveis) e os eduquem. Há ainda estudos que indicam que quando os pais tendem a partilhar com os filhos os seus problemas pessoais (porque o diálogo entre amigos tende a ser idêntico de parte a parte) estes parecem desenvolver mais frequentemente problemas psicológicos. Assim, os pais devem permitir aos filhos procurarem os amigos dentro do seu grupo de pares e estarem presentes quando as crianças precisam de amor, apoio e orientação;
  3. Compreenda as necessidades e os desejos dos seus filhos: Todos os pais sabem que legumes são mais saudáveis do que pizzas e que material escolar é mais útil do que bonecos e brinquedos por isso quando os filhos os “massacram” com o quanto querem o mais recente brinquedo do mercado muitas vezes os pais respondem “Não me parece que seja essa Barbie que te vai ajudar a passar no teste de Matemática”. O que está a fazer ao falar desta forma é suprimir a personalidade do seu filho, os seus sonhos e objetivos. Os pais devem compreender os desejos e necessidades dos filhos, colocando-se no lugar deles. Não queremos com isto dizer que devem satisfazer todas as suas vontades, sem qualquer regra. Nada disso. Devem apenas procurar compreender porque é que aquele boneco ou brinquedo é tão importante e explicar-lhes as prioridades, garantindo que estudam primeiro para o teste de matemática!
  4. Não os ajude demasiado: Crianças pequenas, podem já vestir-se sozinhas e arrumar os seus brinquedos e nesta idade, as crianças gostam de poder fazer algumas coisas por si próprias. No entanto, o que é que muitos pais fazem? Correm atrás dos filhos, apanhando todos os brinquedos ou pratos sujos que eles deixam pelo caminho e claro, adoram queixar-se de como estão exaustos depois de passarem o dia a arrumar a confusão que os filhos fizeram. Os adultos tendem a dar comida à boca às suas crianças, quando estas já o podiam começar a fazer sozinhas, em vez de os deixarem ir tentando e aprendendo sozinhos, com a sua supervisão. Como podem as crianças desenvolver uma personalidade clara e independente se não lhes for permitido explorar as suas capacidades? Proteja-se das dores de cabeça no futuro e deixe os seus filhos fazerem o mais possível por si próprios. Claro que não vai ser perfeito, mas está tudo bem, pelo menos tentaram e estão a aprender!
  5. Respeite os gostos dos seus filhos: Alguns pais tendem a impor os seus gostos musicais, literatura ou até o tipo de roupa que mais gostam aos seus filhos. Como todas as coisas desta lista, isto é feito com a melhor das intenções, mas claro, tem contrapartidas! Diminui e desvaloriza a individualidade do seu filho e pode conduzir a sentimentos de culpa nos seus filhos por perceberem que aquilo de que gostam é exatamente o oposto daquilo que lhes quer impor.
  6. Não conte nem controle em demasia o dinheiro dos seus filhos: Na vida de todas as crianças, chega uma altura em que eles começam a ter o seu próprio mealheiro. Muitos pais tendem a interrogar os seus filhos (especialmente adolescentes) sobre onde e em que é que gastam o seu dinheiro. O pior que pode fazer é vasculhar as suas malas ou carteiras. Isto irá destruir qualquer confiança ou respeito que eles pudessem ter por si. Os seus filhos são indivíduos que têm todo o direito de gastar ou poupar o dinheiro que ganharam. Os pais têm medo que os filhos gastem o seu dinheiro em coisas inúteis ou até álcool ou drogas. Claro que sim! Para evitar isto, devem ensinar as crianças a gastar dinheiro de forma inteligente e a serem financeiramente responsáveis, o que os vai ajudar no futuro quando tiverem contas para pagar;
  7. Não os obrigue a praticarem hobbies ou atividades extra curriculares que não sejam do interesse deles: Todos conhecemos aqueles pais que querem que os filhos toquem violino e estão prontos a sacrificar muitas coisas para realizar este sonho. Ou aqueles que querem que os filhos joguem futebol, e os obrigam a treinarem durante horas todos os dias. O que acontece, muitas vezes, é que estes pais estão a tentar impor um hobbie aos seus filhos, que muitas vezes era algo que eles queriam ter feito mas não conseguiram, pelas mais variadas razões. Não seja ditador nem force os seus sonhos aos seus filhos. Esteja atento aos interesses deles, pergunte-lhes do que mais gostam e permita-lhes desenvolverem-se nesse campo. Não viva através dos seus filhos. Eles não são você!
  8. Não tome os sucessos deles como seus: Todos temos aquele amigo no facebook, aquele que está constantemente a fazer posts sobre os filhos “Os nossos primeiros passos” ou “O nosso primeiro mergulho na piscina”. E a lista de “nossos” continua! Claro que os pais apoiam os filhos, mas temos que parar com o “nossos”. Estas são as conquistas dos filhos, não as dos pais! Fique feliz pelos sucessos dos seus filhos, mas não os confunda com os seus;
  9. Não escolha os presentes que recebem de outras pessoas: Quando as crianças já conseguem falar, têm o direito a escolher o que querem receber como presente. E não tem que ser uma peça de roupa de extrema importância ou um brinquedo que os ajude a desenvolver a sua educação. Lembra-se de quando era criança? Em vez de receber aquele brinquedo espetacular que viu num anúncio recebeu roupa aborrecida? Claro que pode não ser sempre possível permitir a criança escolher, mas sempre que for dê-lhes a oportunidade de o fazer. Permite-lhes desenvolver a capacidade de escolher, tomar decisões e enfrentar as consequências.
  10. Não se intrometa demasiado nas suas vidas pessoais: Isto é especialmente importante para pais de adolescentes. Os adolescentes têm os seus amigos, paixões e primeiros encontros. Isto é normal e perfeitamente natural. Interrogatórios sobre as suas vidas só fará com que os seus filhos se aborreçam e se afastem de si perdendo qualquer interesse em partilhar consigo as suas preocupações e conquistas. Muitas crianças e adolescentes vão partilhar espontaneamente estas informações com os pais se se sentirem seguros e apoiados.

 

Em suma, esteja atento(a), presente e dê aos seus filhos a capacidade de viver em liberdade com responsabilidade. Vai ver que, no futuro, vão todos ser gratos por isso. E acima de tudo, ame-os incondicionalmente e mostre-o, todos os dias!

 

Texto de Cláudia da Silva Mousinho

14125715_1155467937809556_3378696756477860058_o