Pais e Filhos

A parentalidade consciente e a promoção da autonomia.

Recorda-se de termos falado sobre parentalidade consciente? Pois o que nos traz hoje aqui é uma das componentes da parentalidade consciente – A Promoção de Autonomia.

Como pais, sentirão muitas vezes vontade e necessidade de protegerem os vossos filhos de quase tudo. Evitar que chorem, que sofram, que se magoem ou que cometam erros. É natural, são pais! No entanto, no que toca a promoção da autonomia, muitas vezes é necessário que pais saibam dar dois ou três passos atrás e deixem os filhos tropeçar, cair e esfolar os joelhos, simbolicamente falando.

Dos mais pequenos aos mais crescidos, todos eles trazem desafios para os pais que por tudo os querem manter protegidos da realidade da vida e da dureza da mesma. Mas lembre-se, nem tanto nem tão pouco. Os filhos precisam de pais atentos, contentores mas também de pais que lhes transmitam confiança ao deixá-los voar. Precisam de pais que lhes dêem as asas e os ensinem a voar, não de pais que lhes impõem um percurso de pés assentes no chão, sem liberdade nem sonhos. Esperam-se pais rede e não pais algema.

Com os desafios constantes, o aperto no peito e as ansiedades de verem os pequenos partir para a vida, às vezes, sem se darem conta, o pais acabam por tomar as suas dores, impedir as suas quedas e com isto limitarem a sua autonomia, autoestima e confiança de que serão capazes de enfrentar o mundo com tranquilidade, confiança e competência.

Hoje, deixo-vos algumas das coisas que os pais devem ter em conta, quando acompanham os filhos nesta viagem maravilhosa que é a vida:

  1. Não fale por eles: Quando alguém, na rua, parar para perguntar o nome do seu filho, se ele já souber falar encoraje-o a responder. Dar ao seu filho a capacidade de responder e falar por si mesmo, permite o desenvolvimento da independência e confiança;
  2. Não tente ser o melhor amigo dos seus filhos: Numa tentativa de conquistar a sua admiração ou confiança, muitos pais tentam ser os melhores amigos dos filhos. Um amigo é alguém com quem pode falar de igual para igual, alguém a quem pode contar os seus problemas, as suas preocupações e as suas conquistas. A amizade implica que não exista ninguém numa posição superior na hierarquia. Os pais têm um papel diferente. É suposto que tomem conta dos filhos, os protejam (nos limites razoáveis) e os eduquem. Há ainda estudos que indicam que quando os pais tendem a partilhar com os filhos os seus problemas pessoais (porque o diálogo entre amigos tende a ser idêntico de parte a parte) estes parecem desenvolver mais frequentemente problemas psicológicos. Assim, os pais devem permitir aos filhos procurarem os amigos dentro do seu grupo de pares e estarem presentes quando as crianças precisam de amor, apoio e orientação;
  3. Compreenda as necessidades e os desejos dos seus filhos: Todos os pais sabem que legumes são mais saudáveis do que pizzas e que material escolar é mais útil do que bonecos e brinquedos por isso quando os filhos os “massacram” com o quanto querem o mais recente brinquedo do mercado muitas vezes os pais respondem “Não me parece que seja essa Barbie que te vai ajudar a passar no teste de Matemática”. O que está a fazer ao falar desta forma é suprimir a personalidade do seu filho, os seus sonhos e objetivos. Os pais devem compreender os desejos e necessidades dos filhos, colocando-se no lugar deles. Não queremos com isto dizer que devem satisfazer todas as suas vontades, sem qualquer regra. Nada disso. Devem apenas procurar compreender porque é que aquele boneco ou brinquedo é tão importante e explicar-lhes as prioridades, garantindo que estudam primeiro para o teste de matemática!
  4. Não os ajude demasiado: Crianças pequenas, podem já vestir-se sozinhas e arrumar os seus brinquedos e nesta idade, as crianças gostam de poder fazer algumas coisas por si próprias. No entanto, o que é que muitos pais fazem? Correm atrás dos filhos, apanhando todos os brinquedos ou pratos sujos que eles deixam pelo caminho e claro, adoram queixar-se de como estão exaustos depois de passarem o dia a arrumar a confusão que os filhos fizeram. Os adultos tendem a dar comida à boca às suas crianças, quando estas já o podiam começar a fazer sozinhas, em vez de os deixarem ir tentando e aprendendo sozinhos, com a sua supervisão. Como podem as crianças desenvolver uma personalidade clara e independente se não lhes for permitido explorar as suas capacidades? Proteja-se das dores de cabeça no futuro e deixe os seus filhos fazerem o mais possível por si próprios. Claro que não vai ser perfeito, mas está tudo bem, pelo menos tentaram e estão a aprender!
  5. Respeite os gostos dos seus filhos: Alguns pais tendem a impor os seus gostos musicais, literatura ou até o tipo de roupa que mais gostam aos seus filhos. Como todas as coisas desta lista, isto é feito com a melhor das intenções, mas claro, tem contrapartidas! Diminui e desvaloriza a individualidade do seu filho e pode conduzir a sentimentos de culpa nos seus filhos por perceberem que aquilo de que gostam é exatamente o oposto daquilo que lhes quer impor.
  6. Não conte nem controle em demasia o dinheiro dos seus filhos: Na vida de todas as crianças, chega uma altura em que eles começam a ter o seu próprio mealheiro. Muitos pais tendem a interrogar os seus filhos (especialmente adolescentes) sobre onde e em que é que gastam o seu dinheiro. O pior que pode fazer é vasculhar as suas malas ou carteiras. Isto irá destruir qualquer confiança ou respeito que eles pudessem ter por si. Os seus filhos são indivíduos que têm todo o direito de gastar ou poupar o dinheiro que ganharam. Os pais têm medo que os filhos gastem o seu dinheiro em coisas inúteis ou até álcool ou drogas. Claro que sim! Para evitar isto, devem ensinar as crianças a gastar dinheiro de forma inteligente e a serem financeiramente responsáveis, o que os vai ajudar no futuro quando tiverem contas para pagar;
  7. Não os obrigue a praticarem hobbies ou atividades extra curriculares que não sejam do interesse deles: Todos conhecemos aqueles pais que querem que os filhos toquem violino e estão prontos a sacrificar muitas coisas para realizar este sonho. Ou aqueles que querem que os filhos joguem futebol, e os obrigam a treinarem durante horas todos os dias. O que acontece, muitas vezes, é que estes pais estão a tentar impor um hobbie aos seus filhos, que muitas vezes era algo que eles queriam ter feito mas não conseguiram, pelas mais variadas razões. Não seja ditador nem force os seus sonhos aos seus filhos. Esteja atento aos interesses deles, pergunte-lhes do que mais gostam e permita-lhes desenvolverem-se nesse campo. Não viva através dos seus filhos. Eles não são você!
  8. Não tome os sucessos deles como seus: Todos temos aquele amigo no facebook, aquele que está constantemente a fazer posts sobre os filhos “Os nossos primeiros passos” ou “O nosso primeiro mergulho na piscina”. E a lista de “nossos” continua! Claro que os pais apoiam os filhos, mas temos que parar com o “nossos”. Estas são as conquistas dos filhos, não as dos pais! Fique feliz pelos sucessos dos seus filhos, mas não os confunda com os seus;
  9. Não escolha os presentes que recebem de outras pessoas: Quando as crianças já conseguem falar, têm o direito a escolher o que querem receber como presente. E não tem que ser uma peça de roupa de extrema importância ou um brinquedo que os ajude a desenvolver a sua educação. Lembra-se de quando era criança? Em vez de receber aquele brinquedo espetacular que viu num anúncio recebeu roupa aborrecida? Claro que pode não ser sempre possível permitir a criança escolher, mas sempre que for dê-lhes a oportunidade de o fazer. Permite-lhes desenvolver a capacidade de escolher, tomar decisões e enfrentar as consequências.
  10. Não se intrometa demasiado nas suas vidas pessoais: Isto é especialmente importante para pais de adolescentes. Os adolescentes têm os seus amigos, paixões e primeiros encontros. Isto é normal e perfeitamente natural. Interrogatórios sobre as suas vidas só fará com que os seus filhos se aborreçam e se afastem de si perdendo qualquer interesse em partilhar consigo as suas preocupações e conquistas. Muitas crianças e adolescentes vão partilhar espontaneamente estas informações com os pais se se sentirem seguros e apoiados.

 

Em suma, esteja atento(a), presente e dê aos seus filhos a capacidade de viver em liberdade com responsabilidade. Vai ver que, no futuro, vão todos ser gratos por isso. E acima de tudo, ame-os incondicionalmente e mostre-o, todos os dias!

 

Texto de Cláudia da Silva Mousinho

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Pais e Filhos

Parentalidade Consciente – O que é e como se pratica?

O termo Parentalidade Consciente está cada vez mais presente no nosso discurso, nos dias que correm mas muitos são os que se perguntam o que é e como se traduz na prática. Tem por base os princípios de Mindfulness: a atenção plena no momento presente, de forma não avaliativa e sem julgamentos. A aceitação incondicional da essência do outro – o seu filho. É uma forma de estar e educar consciente, mais alinhada com aquilo que são os seus valores pessoais, a sua intuição e sensibilidade.

Esta forma de estar, implica uma aceitação da própria criança interior e, consequentemente, o fazer as pazes com a própria história de vida. Compreender em que medida essa criança não foi incondicionalmente aceite e de que forma essas feridas condicionam o exercício de parentalidade, já que aquilo que somos e o modo como exercemos a Parentalidade é fruto de padrões de comportamento e de crenças transmitidos de geração em geração e do tipo de parentalidade que os nossos pais exerceram.

Os filhos revelam uma capacidade incrível de evocarem sentimentos profundamente inconscientes e assim, mostram exactamente os lugares onde a nossa paisagem interna precisa de desenvolvimento. A parentalidade é uma viagem que tende a começar com um elevado nível de narcisismo e facilmente se pode cair na armadilha de usar os filhos para colmatar as nossas próprias necessidades.

A Parentalidade Consciente permite uma expansão do seu auto-conhecimento, da consciência de si, do seu ser e das suas necessidades. Quando nos conhecemos melhor, é-nos mais fácil colocar no lugar da criança – o que gera empatia e conexão. Assim conseguimos respeitar melhor sua individualidade, perceber as suas necessidades e (re)conhecer sua personalidade, sem expectativas e exigências. Aprendemos a aceitar os nossos filhos pelo que eles verdadeiramente são e não cobramos que correspondam às nossas expectativas do que deveriam ser.

Quando praticamos parentalidade consciente olhamos para o comportamento das criança, não como algo que temos que corrigir, mas como algo que temos que entender para depois podermos mudar. Os conflitos com os filhos não vão deixar de existir, mas passará a olhar para eles como oportunidades de crescimento mútuo.

Ser mãe ou pai de forma mais consciente é confiar mais no instinto e dar menos espaço aos medos e às opiniões de terceiros; é conseguir colocar-se melhor no lugar da criança e perceber melhor as suas necessidades e conseguir também reconhecer as suas necessidades enquanto pai/mãe. É fazermo-nos observadores astutos do nosso comportamento quando estamos com os filhos. É ver neste papel de pai/mãe uma oportunidade de auto-conhecimento e de crescimento, promovendo relações de cooperação com os filhos, compreendendo que também eles têm muito que lhe podem ensinar, se estiver presente e disponível para os ouvir e aceitar incondicionalmente.

A base fundamental da Parentalidade Consciente é o amor incondicional. Para amar incondicionalmente o seu filho, tem de ser capaz de o ver tal como ele é e isso implica abandonar expectativas, julgamentos e determinadas crenças.

Os pais conscientes não são perfeitos. Os pais conscientes têm confiança de que as respostas se encontram no seio da sua relação com os seus filhos, na experiencia de se identificarem com eles, de compreenderem a sua essências e as suas emoções e necessidades e de estarem atentos ao que os filhos lhe estão a ensinar.

Não quer isto dizer que passamos a ser pais permissivos, que abdicam de toda a sua influência sobre eles e se tornam servos das suas vontades, significa apenas que não é por ele ser mais novo, que os seus sentimentos e pensamentos, as suas necessidades e emoções deixam de ter importância. A parentalidade consciente depende da escuta dos nossos filhos, do respeito e da aceitação da sua essência e da atenção plena às suas necessidades, mas exige também a estipulação de limites e disciplina, bem como a contenção apropriada das suas emoções.

Numa altura em que as pressões para se ser o pai ou a mãe perfeitos são cada vez mais notórias, a Parentalidade Consciente surge como uma lufada de ar fresco e tranquilidade que vem dar ênfase à relação entre pais e filhos mais presente, mais equilibrada e mais genuína.

 

Texto de Cláudia da Silva Mousinho

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