Psicologia e Desenvolvimento Pessoal

Quer falar-me melhor sobre isso? A relação terapêutica.

Olá de novo caro leitor, se tem acompanhado a minha rúbrica no Life Quadrants lembrar-se-á de que este é o último de uma série de três textos que procuram iluminar um pouco o conceito de “Psicoterapia”. Ao longo do tempo tenho referido várias vezes a importância do conceito de relação terapêutica na concepção de “psicoterapia”, contudo, até ao momento esse conceito não foi ainda aprofundado. Por essa razão, o propósito desta rúbrica é o de elucidar, o melhor possível, que tipo de relação caracteriza esta prática. Não esconderei ao leitor que não será tarefa fácil, uma vez que este assunto é tema de debate há várias décadas na comunidade científica de psicologia e que tem dado origem a muitas páginas sobre o assunto. Preparado? Aqui vamos então:

Como ponto de partida, comecemos por dizer que a psicoterapia funciona como um “microcosmo” da vida do cliente (Spinelli citado por Finlay, 2016). Tal significa que é através dela que, momento-a-momento, o terapeuta consegue observar como os seus clientes sentem, pensam e vêem o seu mundo psicológico e social – ou ainda, de que forma se relacionam com o mesmo. Este processo estende-se também para o terapeuta, e neste sentido, é na relação terapêutica que a vida relacional do cliente se revela. Mas quererá isso dizer que a relação terapêutica é sinónimo de uma relação de proximidade e amizade? Bem, a resposta é sim e não. Na relação terapêutica o terapeuta mostra-se como uma figura presente, segura, constante e incondicionalmente disposta para estar com o cliente (Filnlay, 2016), o que significa que independentemente do sucedido, ele estará lá para o escutar e aliviar o seu sofrimento. O terapeuta procura também comunicar genuína e honestamente, permitindo-se ser emocionalmente “tocado” pelo cliente (Jacobs citado por Finlay, 2016).

Outra qualidade da relação terapêutica é o seu cariz colaborativo, o que significa que é uma relação que implica não uma postura assimétrica entre um “especialista” e um “doente”, mas sim uma relação em constante transformação, evolução e negociação que é co-criada por dois seres humanos que se encontram com o objectivo de promover o desenvolvimento e o bem-estar daquele que procura ajuda (Evans & Gilbert citado por Finlay, 2015). Ainda assim, devemos pensá-la como uma relação que implica alguma desigualdade, pois o centro das atenções reside em última instância no cliente e no seu bem-estar. Para além disso, salvo raras e devidas excepções, a relação terapêutica é circunscrita ao contexto específico da terapia – algo a que nós psicólogos denominamos de setting terapêutico.

Em suma, a relação terapêutica que caracteriza a psicoterapia, é uma relação que procura criar as condições ideais para fomentar a mudança e o bem-estar do cliente. É uma relação que implica segurança, empatia, respeito, compaixão e de ausência de julgamento de qualquer aspecto que o cliente leve à terapia.

Ao longo da história da psicoterapia, o papel da relação terapêutica tem sido cada vez mais estudado e investigado, sendo que, como já referi em textos anteriores, actualmente existem evidências que parecem indicar que a qualidade da relação terapêutica contribui mais do que a utilização de técnicas específicas no alívio do sofrimento humano. Por esta razão e como já começa a ser tradição nas minhas rúbricas do LQ, termino com uma citação de John Norcross (2011) sobre o assunto:

A psicoterapia é na sua essência uma relação humana. Mesmo quando feita à distância ou via computador, a psicoterapia é, irredutivelmente, um encontro humano. Ambas as partes trazem aspectos de si – as suas origens, culturas, personalidades, psicopatologia, expectativas, vieses, defesas e forças – para a relação humana. Alguns defenderão que a relação é um pré-requisito da mudança e outros um processo da mudança, no entanto, todos concordam de que se trata de um investimento relacional. (p.429) “

 

Referências:

            Finlay, L. (2016) Relational Integrative Psychotherapy: Engaging Process and Theory in Practice. West Sussex: John Wiley & Sons Ltd.

            Norcross, J. C. (2011) Psychotherapy Relationships that Work: Evidence-Based Responsiveness. Nova Iorque: Oxford University Press.

 

Texto de Rodrigo Pires

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rodrigopiresuevora@hotmail.com

Psicologia e Desenvolvimento Pessoal

Quer falar-me melhor sobre isso? O propósito da psicoterapia.

Olá de novo caro leitor, se tem acompanhado o meu trabalho lembrar-se-á de que na minha última rúbrica começámos a explorar o conceito de psicoterapia falando sobre as várias maneiras de a praticar. Concluímos que existem diversos modelos teóricos, com diferentes formas de realizar o trabalho psicoterapêutico e que, segundo a investigação, parecem ter níveis de eficácia equivalente. Para continuarmos a explorar o conceito, hoje pretendo focar-me na questão “Qual o propósito da terapia?”. O leitor poderá neste momento estar a pensar “A cura/alivio dos sintomas de problemas de saúde mental!”, embora concorde parcialmente torno a lançar a dúvida: será apenas esse? Trago hoje três estudos que nos fornecem algumas conclusões interessantes sobre o assunto.

Para começar, considero que ninguém melhor para nos ajudar a compreender o propósito da psicoterapia que os seus próprios clientes. Um estudo de 2015 desenvolvido por Olivera, Penedo e Roussos propôs-se a estudar em antigos clientes de psicoterapia, a percepção do que mudou e as razões que os levou a procurar a terapia. Através de entrevistas a antigos clientes de psicoterapia descobriram que as principais razões de consulta foram: Problemas interpessoais (i.e. problemas conjugais, com a família etc), Problemas emocionais (nomeadamente depressão, ansiedade, entre outros) e Crises Relacionadas a eventos de vida (i.e. Divórcios, entre outros). Os autores classificaram os tipos de mudança referidos pelos participantes como: Mudanças cognitivas (i.e. mudança da forma de pensar ou de processar os acontecimentos à sua volta); Mudanças emocionais (i.e. diminuição de depressão ou ansiedade); Melhoria da qualidade de vida (i.e. melhoria do bem-estar e da vontade de viver); Mudanças interpessoais (i.e. mudanças nas relações com os outros); Mudanças intrapessoais (i.e mais aceitação de si, maior autoconfiança) e Mudança de comportamentos (i.e mudança da forma de responder às situações). A maior parte dos participantes referiu notar mudanças em mais do que uma área.

Em 2010, outro estudo desenvolvido por Binder, Holgoersen e Nielsen procurou responder à questão “O que é um bom ganho terapêutico para o cliente de psicoterapia?” e para o efeito entrevistaram antigos clientes de psicoterapia e descobriram cinco temas importantes: Desenvolver novas formas de se relacionar com os outros – nomeadamente, uma maior segurança, autenticidade, assertividade, sensibilidade e empatia nas relações; Redução dos sintomas; Mudanças no comportamento relacionado ao sofrimento; Melhor capacidade de introspecção e auto-compreensão e melhor aceitação e valorização de si próprio.

Estes dois estudos elucidam aspetos importantes relativamente à pergunta que lancei ao leitor no parágrafo anterior. Em primeiro lugar, percebemos que a psicoterapia pode servir não apenas para redução ou gestão de sintomas do nosso sofrimento psicológico, mas também como forma de suporte e amparo a problemas de relação com os outros ou a eventos de vida que nos causem impacto. Em segundo, podemos perceber que os ganhos psicoterapêuticos não se limitam exclusivamente à eliminação do sofrimento. De facto, estendem-se bem para lá disso, permitindo mudar a nossa forma de pensar sobre nós, os outros e o mundo, mudar os nossos estados emocionais, ajudar-nos a viver melhor e melhorar a nossa relação connosco e com os outros.

Há no entanto outra pergunta que me parece ser pertinente fazer se queremos perceber as implicações do propósito da psicoterapia. Se por um lado a investigação parece apontar para o potencial de uma panóplia de mudanças, até que ponto a terapia pode verdadeiramente mudar-nos? Roberts e colaboradores publicaram este ano uma meta análise[1] sobre o efeito da psicoterapia nos traços de personalidade que traz algumas conclusões interessantes a esse respeito. Em mais de 200 estudos diferentes, os autores verificaram que existem mudanças nos traços de personalidade após intervenção psicoterapêutica, sendo que os dois traços de personalidade que mostraram uma mudança positiva mais acentuada denominam-se de estabilidade emocional[2] e extraversão[3]. Os autores referem que os seus dados corroboram a ideia de que a psicoterapia pode levar a uma alteração duradoura da personalidade e que esta não parece estar associada a um típico específico de modalidade terapêutica. Os autores referem ainda que embora exista a possibilidade de que as mudanças se desvaneçam com o tempo, a evidência parece apontar que tal não sucede.

Considerações finais

            Como o leitor certamente poderá imaginar, este pequeno texto não pode fazer jus a toda a literatura existente sobre psicoterapia, pelo que poderão existir outros estudos igualmente relevantes que não estão aqui incluídos. No entanto, o propósito da apresentação destas três investigações é apenas testar algumas concepções que podemos ter sobre esta área, influenciadas pela ideia socialmente construída daquilo que é a psicoterapia.

            Mais uma vez reitero, a psicoterapia (e por conseguinte, a psicologia) é uma poderosa forma de nos ajudar a viver melhor, mais estáveis e mais livres. Embora a ideia de eliminação de sintomas não esteja totalmente errada, para alguns modelos teóricos não é sequer o foco da intervenção (i.e. pode ser encarada como um subproduto da mudança). Como pudemos ver, há uma grande quantidade de situações que podem ser indicadas para trabalhar em psicoterapia sem que tal implique uma gestão ou eliminação de sintomas. Se ainda estiver céptico, ficam então as palavras de Norcross, um reconhecido investigador na área, sobre o conceito de psicoterapia: “A psicoterapia é a aplicação intencional e informada dos métodos clínicos e posturas interpessoais derivadas de procedimentos psicológicos estabelecidos para o propósito de assistir pessoas na modificação dos seus comportamentos, pensamentos, emoções e/ou outras características pessoais na direcção considerada desejável pelos participantes” (Norcross citado por APA, 2013).

Referências Bibliográficas:

American Psychological Association. (2013). Recognition of psychotherapy effectiveness. Journal of Psychotherapy Integration, 23(3), 320-330. http://dx.doi.org/10.1037/a0033179

Binder, P. E., Holgersen, H., & Nielsen, G. H. (2010). What is a “good outcome” in psychotherapy? A qualitative exploration of former patient’s point of view. Psychotherapy Research, 20, 285-294. doi:10.1080/10503300903376338

Olivera, J., Braun, M., Gómez Penedo, J. M., & Roussos, A. (2013). A qualitative investigation of former clients’ perception of change, reasons for consultation, therapeutic relationship, and termination. Psychotherapy: Theory, Research, & Practice, 50, 505–516. http://dx.doi.org/10 .1037/a0033359

Roberts, B. W., Luo, J., Briley, D. A., Chow, P. I., Su, R., & Hill, P. L. (2017). A systematic review of personality trait change through intervention. Psychological Bulletin, 143(2), 117-141. doi:10.1037/bul0000088

[1] Tipo de estudo que procura analisar um grande número de estudos diferentes sobre um determinado tema de modo a integrar e resumir os seus resultados.

[2] A capacidade de manter um equilíbrio emocional em circunstâncias stressantes.

[3] Grau de sociabilidade e assertividade de um individuo.

 

Texto de Rodrigo Pires

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rodrigopiresuevora@hotmail.com

Psicologia e Desenvolvimento Pessoal

Quer falar-me melhor sobre isso? Psicoterapia(s).

Embora possamos não ter recorrido a ela, a psicoterapia é parte integrante do nosso imaginário, pelas várias exposições a uma visão de si que nos é apresentada pela via da literatura, televisão, rádio ou cinema. É certo que todos, ou quase todos, conseguimos representar na nossa imaginação o típico psicoterapeuta na casa dos 50’s ou 60’s anos que senta os seus clientes num divã, estrategicamente posicionado numa sala luxuosamente decorada, enquanto desvenda os desígnios da mente alheia. Essa é uma reminiscência daquilo que ela já foi (e em alguns casos ainda é), porém, desde o seu nascimento a psicoterapia foi sofrendo diversas alterações ao longo dos anos. Com este texto, espero ajudar o leitor a conhecer um pouco melhor esta área.

O dicionário Priberam da Língua Portuguesa diz-nos que a palavra Psicoterapia significa “Tratamento de doenças e problemas psíquicos através de um conjunto de técnicas que se baseiam numa relação interpessoal entre o paciente e o terapeuta.”. Esta frase permite-nos perceber várias coisas: primeiro, como o nome indica, a psicoterapia permite aliviar o sofrimento psicológico dos seres Humanos; segundo, a psicoterapia insere-se num tipo específico de relação interpessoal; e terceiro, o alívio do sofrimento psicológico é conseguido através de um conjunto específico de técnicas. Podemos então através desta definição referir três pontos de exploração do conceito de psicoterapia: Propósito – Para que serve?, Teorias – Como se faz? e Contexto – Que tipo de relação existe neste processo? sendo que hoje iremos focar-nos apenas no segundo ponto:

Para que possamos ter uma ideia: a psicoterapia é realizada através de um determinado modelo teórico que orienta o profissional no que concerne à origem e manutenção das dificuldades do cliente, fornecendo também as ferramentas necessárias para o ajudar a superá-las. Possivelmente poderá estar neste preciso momento a surgir-lhe a questão “Mas então, quantas são as formas de fazer terapia?”. Na verdade não sabemos exactamente o número total, mas estima-se que existam cerca de 500 modelos psicoterapêuticos diferentes. Isso mesmo caro leitor, pelo menos 500 formas diferentes de trabalhar uma determinada situação (Norcross citado por Lillienfield & Arkowitz, 2012). E quais são os modelos mais eficazes? Essa é uma pergunta para a qual também ainda não temos uma resposta clara, porém, parecem existir evidências que apontam para níveis de eficácia relativamente equivalentes em vários modelos teóricos (Lillienfield & Arkowitz, 2012). Vejamos então quatro dos modelos mais disseminados no nosso país:

Modelo cognitivo comportamental – Este modelo defende que o pensamento disfuncional está na base do sofrimento humano, influenciando as nossas emoções, que por sua vez influenciam a forma como nos comportamos. Este é um modelo tradicionalmente mais estruturado e directivo, no qual o terapeuta e o cliente trabalham em conjunto para desenvolver um plano terapêutico, à medida que exploram os aspetos que estão a contribuir para as dificuldades que levaram o cliente a procurar ajuda em primeiro lugar (Datillio & Hanna, 2012). O trabalho psicológico neste modelo implica tanto os nossos pensamentos e ideias, como os processos inconscientes que estão envolvidos no acto de pensar e dos quais muito frequentemente não temos qualquer consciência. Ao ajudar o cliente a reconhecer e alterar todo o pensamento disfuncional é possível produzir uma mudança emocional ou comportamental (Evans, 2015).

 

Modelo psicodinâmico – O modelo psicodinâmico, deriva da Psicanálise criada por Sigmund Freud no início do século XX, sendo um dos modelos mais disseminados em Portugal. Os modelos psicodinâmicos procuram perceber em que medida os motivos que levaram o cliente a procurar ajuda se relacionam com aspetos da sua história de vida. Tradicionalmente pode existir menor estruturação da terapia, sendo o cliente incentivado a explorar livremente as suas emoções, pensamentos, desejos ou receios. Tal permite ao terapeuta compreender a forma como o cliente se vê a si e aos outros ou como interpreta, atribui significado ou evita as suas experiências. Procura-se que o terapeuta e o cliente consigam identificar padrões na sua forma de pensar, agir e de se relacionar ou nas experiências que passa ao longo da vida, de forma a compreender a sua relação com o motivo de procura de ajuda (Schedler, 2010)

Modelo Sistémico – O modelo sistémico defende que o sofrimento tem a sua origem e manutenção nos contextos relacionais do individuo (Flanagan & Flanagan, 2015). Este modelo pressupõe que as relações familiares são um aspecto basilar da saúde emocional de cada um dos seus membros, procurando assim ajudar a encontrar formas de lidar com a dor, sofrimento e incompreensão que está a causar atrito nas relações familiares. Embora este modelo possa ser aplicado individualmente, a casais ou numa variedade de outros contextos, é frequentemente aplicado em contexto familiar, pelo que não procura trabalhar ao nível individual e sim compreender os problemas a partir de uma visão contextual. Por esta razão, a terapia sistémica pode auxiliar a melhor compreender a forma de funcionamento de uma família, identificar forças e fraquezas dentro de um sistema familiar e desenvolver objetivos e estratégias com vista à resolução com vista ao fortalecimento da família como um-todo (“Family/Systemic therapy”, 2017).

Modelo Existencial – Este modelo de psicoterapia olha para o ser humano e para o seu sofrimento a partir de uma perspetiva filosófica, segundo a qual as dificuldades psicológicas e emocionais são vistas como reflexo de conflitos internos com questões existenciais. Deste modo, um dos principais objetivos das terapias existencialistas consiste em ajudar o cliente a enfrentar ansiedades da sua vida e a abraçar a liberdade de escolha, tomando total responsabilidade pelas suas escolhas à medida que o fazem. Por essa razão, o trabalho existencial é focado no presente – também conhecido por “aqui e agora” – ao invés de no passado, na exploração da condição humana como um todo e no seu significado para o cliente. Os terapeutas existenciais procuram ajudar o cliente a definir o que é realmente importante para si de modo viver de forma mais autêntica e congruente consigo mesmo, encorajando-o também a tomar a posse da sua própria vida, a encontrar significado na sua vida e a viver de forma mais plena no presente (Vann Deurzen-Smith citado por Spinelli, 2006; “Existential Therapies”, 2017).

Para terminar, quero deixar uma nota sobre o assunto: os diferentes modelos podem ter resultados diferentes com pessoas diferentes, pelo que não será adequado pensar que apenas um modelo específico será o adequado para lidar com uma determinada situação. Em ultima instância, essa decisão deve ser tomada por um especialista devidamente qualificado, sendo que para o leitor, este texto tem apenas a função de ilustrar a diversidade de perspetivas de trabalho dentro do campo da psicoterapia. Caso se sinta inclinado a iniciar um processo terapêutico deverá procurar um profissional que se proponha a trabalhar de uma forma que lhe faça também a si sentido. Por outras palavras: Se está em dúvida, experimente!

Referências:

“psicoterapia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/psicoterapia [consultado em 06-10-2017].

Dattilio, F. M., & Hanna, M. A. (2012). Collaboration in cognitive‐behavioral therapy. Journal of clinical psychology68(2), 146-158.

Evans, I. M. (2015). How and why Thoughts Change: Foundations of Cognitive Psychotherapy. Oxford University Press.

Existential Therapy (2017, Outubro 17).Retirado de: http://www.counselling-directory.org.uk/existential-therapy.html

Family/Systemic Therapy (2017, Outubro 17). Retirado de: http://www.counselling-directory.org.uk/family-therapy.html

Lillienfed, O, S. & Arkowitz, H. (2012) Are all psychotherapies created equal?. Scientific American. Retirado de: https://www.scientificamerican.com/article/are-all-psychotherapies-created-equal/

Shedler, J. (2010). The efficacy of psychodynamic psychotherapy. American psychologist65(2), 98-109.

Sommers-Flanagan, J., & Sommers-Flanagan, R. (2015). Counseling and psychotherapy theories in context and practice: Skills, strategies, and techniques. John Wiley & Sons.

Spinelli, E. (2012). Existential psychotherapy: An introductory overview. Análise Psicológica24(3), 311-321.

 

Texto de Rodrigo Baptista

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rodrigopiresuevora@hotmail.com