Palavras e Fotografia

ECO

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Tenho as palavras a ecoar no horizonte
como uma carta que é escrita por dentro, pela alma.
Não adianta gastar tudo num beijo,
Nem cobrir as manhãs de amor
Há um tempo que (sempre) pára em mim
Um filme a preto e branco que não termina, não tem fim.
Um minuto que se suspende no brilho dos (teus) olhos
Tem uma ponta de silêncio que (me) incomoda
Incrivelmente escondida na brisa que o vento faz.
Texto de Joana Almeida
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Palavras e Fotografia

[Se…]

Se te dissesse, baixinho…
Entre a brincadeira e o tom sério
de quem brinca com o destino
E é assolado de inquietude,
que a loucura é um pé-de-vento que se aproxima ao anoitecer
Paravas, por uns segundos?
Se eu te falasse, baixinho…
De sonhos sem significado
Do que se alimenta o medo
Da caminhada sobre a linha fina
que divide o Amor do resto
Paravas, por uns minutos?
Se te contasse, baixinho…
Que em cada esquina,
Em cada canto,
Em cada gota que se esgota no peito,
Surge uma palavra, surge um poema
Ainda que torto, ainda que incerto
Paravas, por umas horas?
Se baixinho te dissesse,
Que ninguém quer o que não entende
E um bolso vazio não serve para guardar a noite.
Se te dissesse…
Paravas, o tempo?

 

Texto de Joana Almeida

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